Brasil: Expocop 2011 realizou o dia da citricultura
Na metodologia de trabalho da extensão rural oficial Emater, instituto vinculado à Seab, o Dia da Citricultura foi realizado em conjunto com os parceiros Seab, AEACP, Crea-PR, Senar, Sindirural e Sociedade Rural, para potencializar o setor, onde o Paraná já se destaca produzindo em torno de 5% da produção nacional e assim ajudando a colocar o Brasil, de 17,6 milhões de toneladas anuais cultivados em 787,3 mil hectares, no terceiro lugar da produção mundial de sucos, depois da China e dos Estados Unidos da America.
Depois de São Paulo – com 13,6 milhões de toneladas, representando 77,1 do volume nacional, vem o Paraná em 5º. lugar, produzindo 643,9 mil toneladas em 23 mil hectares, destinando a fruta para as indústrias de suco e pequena parcela para o mercado in natura. É neste setor que a região de Cornélio Procópio vem desenvolvendo desde 1995 e se destaca. Dos 23 municípios 18 tem essa atividade, envolvendo 170 citricultores no cultivo de 2.130 hectares e produtividade média 30 toneladas por hectare do pomar em produção, “embora a tecnologia disponível permita elevar para 40 toneladas”, assegura Maurilio Soares Gomes, extensionista da Emater e executor regional de fruticultura.
O agricultor familiar Israel Rafael dos Santos, participante do Dia da Citricultura é a prova concreta da evolução tecnológica da atividade. Em seu Sítio São José de 26,6 hectares, na Comunidade Secção Palmital, em Assaí, 9 hectares são de laranja formados ao longo dos anos, desde 2002 e hoje produzindo frutos em 4,5 hectares. Associado da Cooperativa Nova Citrus, garante que na safra passada colheu em média 48 toneladas por hectare e colocadas no mercado pela cooperativa e nesta safra está de olho no aumento do preço da caixa de 24 quilos, que esta agora em R$ 6,50.
Além de confirmar aumento na produtividade, Israel também já conviveu e monitorou os efeitos da bactéria do HLB levada pelo inseto vetor Diaphorina citri, causadora da doença Greening, debatida detalhadamente no evento pelo engenheiro agrônomo José Croce Filho, da Seab-Defis de Maringá (município que cultiva 22% da laranja paranaense, perdendo apenas para os 45% da produção de Paranavaí).
Croce foi claro: o ramo afetado se destaca no pomar e se tiver a doença é machado ou motossera direto na eliminação da planta, “depois, é claro, de ter debatido o problema com a assistência técnica especializada”. A ocorrência vem desde 1969, apareceu em Altônia e se alastrou, hoje presente em seis regiões afetando pomares de 69 municípios, fato provocado pela relação comercial da venda do fruto desembarcado em um lugar e carroceria limpa em outro, contaminando pomares. “Nossa receita contra a doença é a tomada rápida de decisão no manejo do pomar e controle correto”, orienta Croce.
Fonte: Emater