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Em SP

Brasil: Incidência de cancro cítrico cresce 214%

A incidência de cancro cítrico no Estado de São Paulo aumentou de 0,14% para 0,44% entre 2009 e 2010, crescimento de 214,3%, conforme levantamento realizado pelo Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus) e divulgado hoje. O índice é o segundo maior desde o início da apuração, em 1999, superado apenas pelo daquele ano, de 0,70%.

Segundo o Fundecitrus, o crescimento já era esperado e ocorre após o governo paulista, em junho de 2009, atenuar a legislação de controle da doença. Desde 1999, era obrigatória a erradicação de todas as árvores com cancro em um raio de 30 metros de distância de uma contaminada e ainda de todo um talhão, com cerca de 2 mil árvores, caso o índice de contaminação chegasse a 0,5%. Por pressão dos citricultores, em 2009 a Secretaria da Agricultura de São Paulo revogou a determinação referente aos talhões.

Em seis meses após a mudança da lei, o número de casos novos de cancro cítrico cresceu quase 80% se comparado ao primeiro semestre de 2009 - saiu de 100 para 179. No atual levantamento, em todo o ano de 2010 foram 489 novos casos em 29 talhões. Foram vistoriadas 11 milhões de plantas no levantamento amostral das cerca de 165 milhões de árvores do parque citrícola.

De acordo com a entidade, a região mais afetada do parque citrícola paulista, o maior do planeta, é a noroeste, onde a incidência disparou de 0,87% para 2,55% entre 2009 e 2010. Na região norte, que não tinha casos de cancro em 2009, o índice foi de 0,23% no ano passado. Já na região central, a incidência avançou de 0,11% para 0,41% e na sul saltou de 0,03% para 0,07%. Apenas na região oeste os casos de cancro caíram: de 0,29% para 0,22% entre os períodos. Fonte: Globo
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