Sudeste
Variedades norte-americanas de mirtilo são cultivadas em Brasil
As frutas são mais resistentes ao calor, só precisam de 30 a 50 horas de frio por ano. Bem menos do que as variedades antigas, que precisam de 300 horas de frio. Por isso, é aposta na região Sudeste. Tatiana é representante da empresa que trouxe as variedades americanas, a multinacional que vem investindo no mercado brasileiro.
– A vantagem desta cultura é criar uma outra opção para geração de divisas para o Brasil, aproveitando as características do Brasil que tem bons solos, tem clima. Estas variedades vão permitir uma boa produção, diferente do que acontece com os mirtilos do Sul – afirmou Tatiana.
Outra grande vantagem da variedade é o rendimento. As plantas são vigorosas, rendem até quatro vezes mais. E o principal: a colheita é feita dois meses antes do que as outras, o que acaba facilitando a exportação, já que foge da concorrência do Chile e da Argentina.
O objetivo é exportar o produto durante a entressafra do hemisfério Norte, que vai de outubro a fevereiro. O valor é alto. O preço pago pelo quilo do mirtilo que vai para fora do país varia entre R$ 20 e R$ 40, dependendo da época.
No mercado interno, a fruta também é cara.
Fonte: Canal Rural